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Sexta-feira,
25 de setembro
Exibição de filme
Paulo Gracindo: o bem-amado, de Gracindo Júnior
Sinopse: Biografia de Paulo Gracindo
(1911-1995). Paulo Gracindo faz sucesso no rádio
como apresentador e ator de programas humorísticos
e radionovelas. Na TV, sua popularidade atinge o auge
com personagens como Odorico Paraguaçu da novela
O bem-amado. Através de depoimentos de colegas
e amigos, e de rico material de arquivo, o filme recupera
parte da trajetória do ator.
Brasil – 80’ – 2007
Homenageados:
| Paulo
Gracindo |
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Paulo
Gracindo (Rio de Janeiro, 16.6.1911 — 4.9.1995)
sempre sonhou ser ator, o pai era contra, e lhe
dizia: - No dia em que você subir a um palco,
saio da platéia e te arranco de lá
pela gola. A proibição foi respeitada
até a morte do pai e aos 20 anos Paulo Gracindo
realiza sua primeira incursão nas artes cênicas
no grupo do teatro Ginástico Português.
Depois desta passagem, participa das maiores companhias
teatrais de sua geração.
Faz
enorme sucesso na Rádio Nacional tanto como
apresentador do Programa Paulo Gracindo, quanto
como radioator. Dois de seus papéis radiofônicos
são |
históricos
e inesquecíveis: Albertinho Limonta, na radionovela
O direito de nascer, e o Primo Rico no quadro Primo
Rico, Primo Pobre, acompanhado do também
inigualável Brandão Filho, no programa
de rádio Balança, mas não cai.
Na televisão, faz igualmente personagens
que jamais sairão da memória de quem
teve o privilégio de o assistir como o Tucão,
na telenovela Bandeira 2 (1971); como o coronel
Ramiro Bastos, em Gabriela (1975); como João
Maciel, em O Casarão (1976); o padre Hipólito,
em Roque Santeiro (1985); e, novamente, o Primo
Rico, no humorístico Balança mas não
cai. Contudo, seu papel mais marcante é desenhado
pelo genial escritor Dias Gomes, o prefeito Odorico
Paraguaçu, da cidade de Sucupira, na novela,
e posteriormente série televisiva, O bem
amado (1973; 1980-1984).
Paulo Gracindo tem uma pequena participação
no cinema, mas é um dos atores preferidos
da geração do Cinema Novo, tendo desempenhado
um papel em Terra em transe, de Glauber Rocha. O
ator achava a sétima arte complicada demais:
- É coisa de chinês, dizia.
Morreu aos 84 anos tendo deixado um filho, o também
ator Gracindo Júnior. |
| Fernanda
Montenegro |
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Nascida
no Rio de Janeiro, aos 15 anos a jovem atriz Arlete
Pinheiro Esteves da Silva é aprovada em concurso
de locução da rádio Ministério
da Educação e Cultura, onde trabalha
por 10 anos e adota o nome artístico de Fernanda
Montenegro. A vizinhança da emissora com
a Faculdade de Direito, a aproxima do grupo de teatro
amador da faculdade que passa a integrar. Seu primeiro
papel é Cassona, na peça Nuestra Natascha.
Como radioatriz, sua primeira atuação
é como Manuela, na obra Sinhá moça
chorou, de Cláudio Fornari.
Em
1950, Fernanda estreia no teatro |
profissional,
em Alegres canções nas
montanhas. Fernanda é a primeira
atriz contratada pela TV Tupi, em 1951, e no veículo
participa de centenas de montagens. A atriz também
trabalha nas TVs Rio (programação
repetida pela Record de São Paulo), Globo,
Excelsior e Bandeirantes.
Em 1959, forma sua própria companhia teatral,
a “Companhia dos Sete”, com Sérgio
Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana
Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando
Torres.
Desde o recebimento do primeiro prêmio: revelação
da Associação Brasileira de Críticos
Teatrais, em 1952, Fernanda Montenegro é
consagrada com outras dezenas de premiações.
Em 1985, recusa o convite do então presidente
José Sarney para ocupar a pasta do Ministério
da Cultura. Ela recebe cinco vezes o Prêmio
Molière; três vezes o Prêmio
Governador do Estado de São Paulo; e ganha
o Urso de Prata do Festival de Berlim. Concorre
ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz, em
1999, por seu papel em Central do Brasil, e pela
mesma atuação recebe diversos prêmios
da crítica estadunidense. Ela é condecorada
com a Ordem Nacional do Mérito Gran Cruz,
maior comenda que um brasileiro pode receber do
presidente da República. Uma exposição
realizada no MAM do Rio comemora seus 50 anos de
carreira.
No cinema, destacam-se os filmes: A Falecida (1964)
e Eles não usam black-tie (1980), ambos de
Leon Hirszman; Central do Brasil (1998), de Walter
Salles; Olga (2004), de Jayme Monjardim; Redentor
(2004), de Cláudio Torres; Casa de areia
(2005), de Andrucha Waddington; O amor nos tempos
do cólera (2007), de Mike Newell.
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Edgard
Roquette-Pinto, representado por sua filha Carmen
Roquette-Pinto |
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O
pai do rádio brasileiro Edgard Roquette-Pinto
(Rio de Janeiro, 25.9.1884 — 18.10.1954) é
também médico, professor, antropólogo,
etnólogo e ensaísta.
Roquette-Pinto sabia como poucos de sua geração
antever a importância da utilização
das grandes invenções que surgem na
virada do século XIX para o XX, como o cinema
e o rádio.
A comemoração do Centenário
da Independência do Brasil traz ao Rio de
Janeiro a primeira tecnologia de radiodifusão
vista em terras brasileiras. A paixão de
Roquette-Pinto pelas possibilidades educacionais
que a engenhoca traria são imediatas e ele
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convence
a Academia Brasileira de Ciências a adquirir
o equipamento. Assim foi criada, em 1923, a primeira
rádio do país – a Rádio
Sociedade do Rio de Janeiro, fundada e dirigida
por ele -, atual Rádio MEC.
Não somente nesta iniciativa
reside a importância de Roquette-Pinto para
o país. Ele cursa Medicina e inicia uma série
de estudos sobre sambaquis das costas da região
Sul do Brasil; é professor de Fisiologia,
Antropologia e História Natural aqui e no
Paraguai. Compõe a Missão Rondon,
na qual organiza um vasto conhecimento sobre os
indígenas brasileiros que resulta em publicações
e material para museus etnográficos.
Dota o Museu Nacional da maior coleção
de filmes científicos do país, e faz
parte do Instituto Histórico e Geográfico
Brasileiro, da Academia de Ciências, da Sociedade
de Geografia, da Academia Nacional de Medicina,
da Associação Brasileira de Antropologia
e de outra série de associações
culturais: nacionais e estrangeiras. É também
um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro
e membro da Academia Brasileira de Letras. |
As cantoras do Rádio: Carmélia
Alves, Carminha Mascarenhas, Ellen de Lima e Violeta Cavalcante
Carmélia
Alves |
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Nascida
no Rio, a cantora Carmélia Alves, ainda adolescente,
toma parte em diversos programas de calouros inclusive,
no de Ary Barroso. É contratada por Barbosa
Júnior para o programa Picolino e, em meados
dos anos 1940, participa no programa Casé.
É contratada pela Rádio Mayrink Veiga
com um programa próprio semanal. Já
em 1941, passa a ser crooner do Copacabana Palace
e, ali, conhece o cantor Jimmy Lester com quem se
casa.
A cantora participa no coral de inúmeras
gravações, e em 1943 grava seu primeiro
disco solo. De 1944 a 1948 excursiona com
o marido, retornando ao Rio para a Mayrink Veiga.
Em
1950, passa para a Rádio
Nacional
e em 1951 grava, de
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Capiba, É frevo meu bem, que marca o início
de seus grandes sucessos entre os frevos e os baiões.
De 1950 a 1954, mantém-se na gravadora Continental,
na Rádio Nacional e no topo das paradas como
a Rainha do Baião. Durante a Jovem Guarda
chega a apresentar-se com o grupo vocal Golden Boys.
Grava em 1974, e, em 1977, após 15 anos sem
se apresentar para o público carioca, faz
um antológico show com Luiz Gonzaga, no Teatro
João Caetano. Na década de 1990, integrou
o conjunto “As cantoras do rádio”
e em 1993 relança seu show realizado no teatro
João Caetano ao lado de Luiz Gonzaga. Em
1999, lança Carmélia Alves abraça
Jackson do Pandeiro e Gordurinha, disco acompanhado
de uma série de shows por todo o Brasil.
Em 2001, a cantora apresenta-se no show As cantoras
do rádio - estão voltando as flores,
em 2002 lança o disco Estão voltando
as flores e em 2004 apresenta o espetáculo
Tra-lá-lá-Lamartine é cem. |
Carminha
Mascarenhas |
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A
cantora mineira Carminha Mascarenhas começa
a cantar no coro da igreja matriz de Poços
de Caldas, destacando-se pela voz de contralto.
Inicia sua carreira como crooner e, em 1952, canta
na Rádio Inconfidência e em casas noturnas
mineiras.
Já no Rio, em 1955, grava seu primeiro disco.
Neste mesmo ano, estreia como crooner do Copacabana
Palace, é eleita Cantora revelação
do ano, e é contratada pela Rádio
Nacional. Em 1956, ela canta no Uruguai, Argentina
e Paraguai. Em 1959, assina com a TV Rio e apresenta
o programa Carrossel, com |
Lúcio
Alves, Elizeth Cardoso e Norma Bengel. Em 1962,
participa dos movimentos sindicais dos radialistas.
Em 1963, compõe, em parceria
com Dora Lopes, as músicas Toalha de mesa
e Samba da madrugada, dedicadas a Maysa. Viaja diversas
vezes ao exterior e participa de discos de vários
outros intérpretes. Grava inúmeros
sucessos de compositores brilhantes como Mário
Lago, Vadico, Ary Barroso, Tom Jobim e Vinicius
de Moraes.
Em 1986, morando em Teresópolis, passa a
se apresentar só ocasionalmente. Em 1999,
comemora 50 anos de carreira. No ano de 2001, Carminha
participa do espetáculo As cantoras do rádio:
estão voltando as flores, no qual revive
seus sucessos e os de Isaurinha Garcia, Dolores
Duran, Carmen e Aurora Miranda, Linda e Dircinha
Batista. Em 2002, lança o disco Estão
voltando as flores, com o grupo “As cantoras
do rádio”. Em 2003 excursiona com o
espetáculo, e de 2003 e 2004 atua nos shows
Ninguém me ama - canto para Nora Ney e Tra-lá-lá-Lamartine
é cem, ambos escritos, dirigidos e apresentados
por Ricardo Cravo Albin. |
Ellen
de Lima |
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Aos
dois anos de idade, a cantora baiana Ellen de Lima
muda-se para o Rio. Aos oito anos, vence o programa
Papel carbono, de Renato Murce, na Rádio
Nacional e, em 1950, participa dos programas César
de Alencar e Alvorada dos novos, ambos destinados
à descoberta de novos talentos. Em 1954,
é contratada pela Socipral (pool composto
pelas rádios Mayrink Veiga e Nacional do
Rio e de São Paulo), ainda neste ano, lança
seu primeiro disco.
Grava
inúmeros outros discos, sempre com um repertório
que conta com os mais destacados compositores brasileiros.
É
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uma
das mais importantes cantoras da Rádio Nacional
entre
os fins dos anos
1950 e início dos anos 1960.
Ellen de Lima tem uma formidável
carreira em casas noturnas cariocas e paulistas,
e, com o advento da televisão, é contratada
pela TV Globo onde atua como atriz e cantora. Como
atriz, faz parte do teleteatro ao lado de Fernanda
Montenegro e Sérgio Britto; já no
teatro, é acompanhada de Paulo José
e Joana Fomm. Participa de diversos festivais e
shows pelo Brasil e no exterior.
Desde 1988, integra o grupo “As cantoras do
rádio”, e, em 1991, lança com
suas colegas o disco As eternas cantoras do rádio.
Entre junho e outubro de 2001, e em 2003, participa
do espetáculo As cantoras do rádio:
estão voltando as flores, no qual homenageia
cantoras da época de ouro do rádio
como Dolores Duran, Linda e Dircinha Batista, Carmen
e Aurora Miranda. De 2003 a 2004, atua nos shows
Ninguém me ama - canto para Nora Ney e Tra-lá-lá-Lamartine
é cem, ambos com “As cantoras do rádio”,
escritos, dirigidos e apresentados por Ricardo Cravo
Albin. |
Violeta
Cavalcante |
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A cantora amazonense Violeta Cavalcante transfere-se
para o Rio de Janeiro aos nove anos de idade. Um
ano depois é selecionada pelo maestro Heitor
Villa-Lobos para integrar o Conjunto Orfeônico
Infantil. Aos 14 anos participa do programa de calouros
de Ary Barroso e ganha o primeiro lugar. Assina
seu primeiro contrato na Rádio Ipanema e
grava o primeiro disco em 1940. Em 1941, é
contratada pela Rádio Nacional, onde permanece
por 16 anos. É dona de inúmeros sucessos
e compõe o cast de grandes gravadoras brasileiras
interpretando os melhores compositores |
do
país.
Em
1958, Violeta grava seu último disco, trocando
a carreira pelo casamento. Vinte anos mais tarde,
volta os palcos, incentivada pelo sambista Paulinho
da Viola.
Em 1988, passa a integrar o grupo
vocal “As cantoras do rádio”.
Grava também com vários outros cantores
e dá continuidade a sua carreira de shows.
Em 13 de junho de 2001, estréia, ao lado
de suas companheiras de rádio, o show As
cantoras do rádio: estão voltando
as flores, com roteiro e direção de
Ricardo Cravo Albin. No show, Violeta assume os
papéis de outras grandes intérpretes:
Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida, Nora Ney e Dalva
de Oliveira. |
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O
compositor, poeta, escritor, teatrólogo,
ator, radialista e ativista político Mário
Lago (Rio de Janeiro, 26.11.1911—30.5.2002)
nasce em uma família de músicos. Apesar
de ter estudado piano desde os sete anos de idade,
começa sua carreira artística pela
poesia, publicando seu primeiro poema aos 15. Anos
mais tarde, envolve-se com o teatro de revista,
escrevendo, compondo e atuando. Sua bem-sucedida
carreira como letrista de música popular
tem início com Menina, eu sei de uma coisa,
gravada em 1935 por Mário Reis. A autoria
dos sambas Atire a primeira pedra e Ai, que saudades
da Amélia e o tornaram popular, este segundo
samba, |
que
descreve uma mulher idealizada, torna-se sinônimo
da mulher submissa, resignada e dedicada aos trabalhos
domésticos. Anos mais tarde, as participantes
dos movimentos feministas o rotulariam injustamente
de maxista por esta canção.
Em
1944, começa a trabalhar como radialista,
ator e roteirista na Rádio Panamericana
de São Paulo. Ingressa ainda nas rádios
Nacional, Mayrink Veiga, Bandeirantes de São
Paulo, e retorna para a Rádio Nacional
do Rio de Janeiro em 1950.
Sua orientação política,
Mário lago era comunista, o leva à
prisão em sete ocasiões: 1932, 1941,
1946, 1949, 1952, 1964 e 1969. A militância
política encerra sua brilhante trajetória
na Rádio Nacional. Dali, ele é demitido
e preso por acusão de ser inimigo do regime
militar. Sua carreira profissional é marcada
pela forte atuação política
em favor dos radialistas. Seu retorno ao grande
público dá-se em 1966, e pela televisão,
onde se consagra como astro no elenco de telenovelas
da Rede Globo. Atua em filmes, como São
Bernardo, de León Hirszman e Terra em transe,
de Glauber Rocha.
Dedica-se também à literatura, escrevendo
diversos livros de memórias, e a shows
musicais. Recebe duas importantes homenagens:
em 2001, recebe o Troféu Domingão
do Faustão, que, então, passa a
se chamar Troféu Mário Lago; e,
em 2002, recebe a Ordem do Mérito Parlamentar
da Câmara dos Deputados.
Morre no ano em que completaria 91 anos de idade,
em sua casa no Rio de Janeiro.
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Exibição
de filme
Eu, Lago sou, de Bruno Matheson Boccia
Sinopse: A vida e a obra de Mário Lago, um dos
maiores nomes do rádio brasileiro, contadas por
ele mesmo.
Brasil – 34’ – 2009
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