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RECINE 2010

Festival temático que acontece na cidade do Rio de Janeiro desde 2002, o RECINE – Festival Internacional de Cinema de Arquivo – é uma parceria entre o Arquivo Nacional e a empresa Rio de Cinema Produções Culturais. Com sessões de cinema ao ar livre, no pátio interno do Arquivo Nacional, e também no auditório principal da instituição, o RECINE promove diversas atividades, tais como fórum de debates, palestras e homenagens, além do lançamento da Revista Recine nº 7, com o título Luz, câmera: a música brasileira.

No ano de 2010, em sua 9ª edição, o RECINE dedica-se à HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA. Quando decidimos ver e ouvir a história da música brasileira pela tela do cinema, uma certeza salta à vista e ecoa nos ouvidos: o universo musical é enorme, estamos falando de algo que, de uma forma ou de outra, todos conhecem. Isso facilita e complica um projeto, uma vez que nos obriga a satisfazer os mais e os menos exigentes.

Durante entrevistas a jornalistas que cobriam a Copa do Mundo da África do Sul (um país extremamente musical e de uma história política de lutas honrosas), ouvia-se falar sobre as maiores virtudes do Brasil. Em meio à farra de torcidas animadas assoprando cornetas, indagou-se, certo instante, sobre qual seria o maior orgulho nacional. As respostas vieram sem pestanejar: além do futebol, o Brasil é sinônimo de mulheres bonitas (idolatradas, em composição com a beleza das praias), da Amazônia em perigo e, indiscutivelmente, de excelente música!

O Brasil também é um celeiro de talentos musicais, tanto quanto o futebol. Além de ser uma forma de aprender a viver em sociedade e em comunicação, a música também possibilita que talentos vindos das classes sociais menos favorecidas encontrem campo para restaurar suas vidas em dignidade pela via da criação. Se as décadas anteriores tiveram maior exuberância em talento musical (comparado aos dias atuais), isso só o tempo poderá confirmar.

A música mexe com a nossa intimidade. Está nos relatos de literatura, no teatro, no circo, na TV e no rádio; na rua e no cinema. Existem músicas que foram feitas para o cinema – para acompanhar as cenas – e existem músicas que foram colocadas em cena, embora não tenham sido feitas para este fim. Estes são alguns dos aspectos musicais que interessam ao RECINE.

No caso do cinema, a música foi chegando e se aperfeiçoando por diversos caminhos, até ajudar a criar – na década de 1930 – atmosferas de cenas cinematográficas diretamente na película. Ainda quando o cinema era silencioso, os pianos estavam presentes nas salas para criar climas nas cenas cômicas e dramáticas, ou para encobrir o vozerio da plateia tagarela. De acordo com o enredo, a música levava os espectadores a sentir alegria, tristeza, amor e dor.

O RECINE de 2010, que começa dia 25 e acaba em 29 de outubro, quer falar da música feita para cinema e dos filmes que falam da música. E também dos músicos, cantores e compositores, dos gêneros que marcaram especialmente a história da cidade do Rio de Janeiro. Mais do que isso, o objetivo principal do evento é levar o público a entender um pouco mais da trajetória esplendorosa da música brasileira – uma linha que vai do século XVI até o início do XXI.

Em um país famoso pelo talento musical e de dimensão continental – em cada estado um gênero – pode parecer pretensão tentar abraçar todos os estilos. Por essa razão, adotamos o princípio de que mais vale abordar os estilos musicais que maior impacto tiveram na cidade do Rio de Janeiro. Durante a itinerância do RECINE, destacaremos os estilos regionais não contemplados na edição carioca.

Vamos tocar, ainda que levemente, em todos esses pontos humanos e geográficos que foram cruciais para a construção da música brasileira e que refletiram na cidade do Rio de Janeiro. Está nos filmes, nos debates, na revista e nas apresentações musicais.

A história da música no Brasil faz parte de uma monumental obra em construção – do incrível encontro do indígena com o europeu, e, em seguida, o africano. A contribuição da música sacra, os estilos europeus dos salões nobres, os batuques africanos, enfim, uma trajetória extraordinária e empolgante da música nacional, que se consolidou em realidade a partir da primeira gravação em disco, ficando armazenada na memória de pessoas que cantarolam preciosidades, talvez sem saber que estão trazendo à tona a história de uma nação.

Choro, samba, bossa nova, baião, rock, tropicália, funk... estes são alguns dos gêneros que o RECINE 2010 pretende revelar na mostra cinematográfica, artigos da Revista Recine, debates e palestras.


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