Sexta-feira, 11 de novembro,
a partir das 16 h
Pascoal Segreto (1868-1920)
Nascido em Salerno, na Itália,
o empresário e pioneiro do cinema no Brasil
começou como vendedor de jornais. Na juventude,
foi preso várias vezes, envolvido em brigas
e desordens. Registrou várias invenções
ligadas ao mundo do entretenimento, que explorou
como ninguém entre o final do século
XIX e início do século XX. Abriu em
1897 a primeira sala de cinema do Brasil, o Salão
Novidades de Paris, ocalizado na rua do Ouvidor,
no centro do Rio. Pascoal investiu em teatro de
revista, casas de espetáculos e jogos em
várias cidades brasileiras. Ficou conhecido
como o “Ministro das diversões”
do Rio de Janeiro. |
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Alfonso Segreto (1875-?)
Considerado o primeiro
cinegrafista do Brasil, Alfonso Segreto nasceu em
San Martino de Cileno, na Itália, e veio
para o Brasil em 1897 trazendo as “vista cinematográficas”,
novidade na Europa que seu irmão Pascoal
exibiu no Salão Novidades de Paris. A bordo
de um navio, regressando da Itália, em 1898,
registrou a entrada da Baía de Guanabara,
consideradas as primeiras imagens em movimento do
Brasil. Filmou muitos outros flagrantes históricos,
políticos e paisagísticos da antiga
capital do país e teria ensinado a técnica
cinematográfica a diversos profissionais.
Morreu na Itália, praticamente esquecido. |
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Gilberto Rossi (1882-1971)
Também italiano,
nascido em Livorno, Gilberto Rossi foi um dos mais
importantes operadores de câmaras e laboratoristas
do período do cinema mudo brasileiro. Dominava
a técnica da fotografia fixa e da cinematografia.
Fundou a produtora Rossi Filmes, responsável
pelo mais popular cinejornal dos anos 1920, o
Rossi Atualidades, produzido semanalmente até
o início da década de 30. A pedido
do governo de Washington Luís, realizou vários
documentários. Produziu e fotografou os filmes
do diretor José Medina, entre eles uma das
obras-primas do cinema silencioso brasileiro, Fragmentos
da vida (1929). |
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Paulo Benedetti (1863-1944)
O italiano de Bernalda
chegou ao Brasil em 1897, e estabeleceu-se no Rio
de Janeiro. Resolveu ir para Barbacena (MG) em 1910,
e tornou-se proprietário do Cinema Mineiro.
Além de exibidor, realizava atualidades para
projetar no seu cinema. Patenteou, em 1912, um processo
de sincronização da imagem ao som,
batizado de Cinematrofonia. Voltou para o Rio de
Janeiro e abriu um laboratório de revelação
e produção de letreiros onde trabalhava
com a família. Em 1924, fundou a Benedetti
Filme, que produziu A gigolete (1924) e
Dever de amar (1925), sob a direção
do italiano Vittorio Verga. Benedetti assumiu a
direção de fotografia de Barro
humano, de Adhemar Gonzaga, sucesso de crítica
e público. Com a popularização
do cinema sonoro, o laboratório de Benedetti
passou a fazer a legendagem de filmes estrangeiros. |
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Gianfrancesco Guarnieri (1936-2006)
Gianfrancesco Sigfrido
Benedetto Martinenghi de Guarnieri nasceu em Milão,
e veio para o Rio de Janeiro com seus pais, músicos
antifascistas, quando tinha dois anos. Fixou-se
em São Paulo em 1955, onde fundou o Teatro
Paulista do Estudante com Oduvaldo Vianna Filho,
que depois se uniu ao Teatro de Arena, um dos centros
de resistência cultural no início do
regime militar. |
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No ano de 1958, estrelou O grande
momento, de Roberto Santos, um dos precursores do
Cinema Novo, que será exibido no REcine no dia
10/11, às 20 h. Sua primeira peça, Eles
não usam black-tie, marco da dramaturgia brasileira,
foi montada em 1958, pelo Teatro de Arena. Com o diretor
e dramaturgo Augusto Boal, Guarnieri montou, entre 1965
e 1967, Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes.
Compôs as músicas Upa neguinho e Marta
Saré, em parceria com Edu Lobo, e Mesa
de bar e Um grito parado no ar, com Toquinho.
Começou a trabalhar na televisão
em 1967, na TV Tupi. Atuou em várias telenovelas,
seriados e minisséries na TV Globo. Foi secretário
municipal de Cultura de São Paulo entre 1984 e
1986.
Gianni Amico (1933-1990)
Cineasta, roteirista,
crítico de cinema e colaborador de Bernardo
Bertolucci, Glauber Rocha e Jean-Luc Godard, natural
de Loano, Itália, Gianni Amico foi um grande
entusiasta da cultura brasileira. Divulgou o cinema
latino-americano nos anos 60 e introduziu o Cinema
Novo na Europa através dos festivais de Santa
Margherita Lígure e Sestri Levante. Dirigiu
Tropici, um filme sobre os retirantes nordestinos,
além de vários programas e documentários
para a RAI (rede de televisão italiana),
incluindo um especial com Gilberto Gil e Caetano
Veloso, em 1966. Promoveu na Itália, em 1983,
um festival de MPB, gravado por Leon Hirszman e
Paulo César Saraceni, Bahia de todos
os sambas, que levou para Roma 150 artistas
baianos, assistidos por 15 mil pessoas. |
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Gustavo Dahl (1938-2011)
Argentino naturalizado
brasileiro, o diretor e crítico de cinema
Gustavo Dahl fez parte do grupo do Cinema Novo.
Estudou no Centro Experimental de Cinematografia
de Roma, ao lado do brasileiro Paulo César
Saraceni e dos italianos Marco Bellocchio e Bernardo
Bertolucci. Antes de dirigir, montou os longas-metragens
A grande cidade (1965), de Carlos Diegues,
e Integração racial (1964),
de Paulo César Saraceni. Realizou seu primeiro
longa-metragem em 1968, O bravo guerreiro (em
exibição no REcine dia 11/11, às
17:30 h). Seu segundo longa foi Uirá,
um índio em busca de Deus (1972). A
partir de 1975, assumiu a superintendência
de comercialização da Embrafilme,
durante a gestão de Roberto Farias. Nessa
época, o cinema brasileiro tinha mais de
30% do mercado. Escreveu e dirigiu especiais para
a TV Globo e foi presidente da Associação
Brasileira de Cineastas (1981-1983), do Concine
(1985), do III e IV Congresso de Cinema Brasileiro
(2000 e 2001), e diretor-presidente da Ancine (2002-2006). |
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Paulo César Saraceni (1933)
Carioca, descendente
de imigrantes italianos, Saraceni é um dos
primeiros cineastas brasileiros a ser reconhecido
no exterior. Um dos baluartes do Cinema Novo, conquistou
sete prêmios em festivais europeus com seu
curta-metragem de estreia, Arraial do Cabo
(1959). Após o sucesso desse filme, foi estudar
no Centro Experimental de Cinematografia, em Roma,
onde conviveu com Bernardo Bertolucci e Guido Cosulich.
Voltou ao Brasil em 1962 e filmou Porto das
Caixas, adaptação do romance
de Lúcio Cardoso. Adaptou para as telas o
romance Dom Casmurro, de Machado de Assis,
com o título Capitu. Dirigiu também
O desafio (1965), Natal da Portela
(1988), Bahia de todos os sambas (1996),
entre outros. Seu mais recente filme é O
gerente, de 2010 (em exibição
no REcine dia 11/11, às 20 h).
Segundo Glauber Rocha, seria Saraceni o verdadeiro
autor da frase ícone do movimento cinemanovista,
“Uma ideia na cabeça e uma câmera
na mão”. |
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Dib Lutfi (1936)
Um dos mais importantes
diretores de fotografia do cinema brasileiro. Descendente
de libaneses, nasceu em Marília (SP) e veio
ainda adolescente para o Rio de Janeiro. Começou
como câmera na TV Rio, em 1957. Estreou como
cinegrafista em O menino da calça branca
(1963), de seu irmão Sérgio Ricardo. |
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Recebeu diversos prêmios e trabalhou
com vários nomes do Cinema Novo, como Nelson Pereira
dos Santos, em Fome de amor e Azyllo muito louco;
Glauber Rocha, em Terra em transe; Arnaldo Jabor,
em Opinião pública, O casamento
e Tudo bem; Ruy Guerra, em Os deuses e os
mortos; Leon Hirszman, em A falecida, entre
outros.
Um mito do cinema brasileiro, o verdadeiro artífice
da máxima cinemanovista “Uma câmera
na mão e uma ideia na cabeça”.
Companhia Cinematográfica Vera Cruz
Durou poucos anos
o sonho de uma indústria cinematográfica
no Brasil. Mas enquanto este sonho persistiu, graças
aos dois empresários de origem italiana Franco
Zampari e Cicillo Matarazzo, o cinema brasileiro
foi enriquecido com filmes de produção
caprichada, que marcaram época e deixaram
um legado para as gerações futuras.
Duas estrelas que viveram esse período glorioso
da Vera Cruz estarão presentes para a homenagem
do REcine aos estúdios. |
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Ruth de Souza
Começou
sua carreira de atriz na Companhia Experimental
do Negro, em 1945. Foi a primeira atriz negra a
subir no palco do Theatro Municipal. Estrelou Ângela,
Terra é sempre terra e Sinhá Moça,
produções da Cia. Vera Cruz. Atuou
em várias telenovelas. |
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Vanja Orico
Intérprete
da música Mulher rendeira, tema
do filme O cangaceiro (1953), de Lima Barreto,
começou a carreira em Mulheres e luzes,
de Fellini, em 1950. Gravou discos na França
e bateu recorde de vendas no Brasil. Musa dos filmes
do Ciclo do Cangaço, participou também
de Lampião, o rei do cangaço (1964),
entre outros. |
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Filha do diplomata e escritor Osvaldo Orico, é
mãe do cineasta Adolfo Rosenthal.
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