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RECINE 2012 - REcine ri à toa!

Humor é coisa de cinema

Filmes raros, censura, revoluções, televisão, vanguardas, imprensa, futebol, história do rádio, música brasileira, Itália... Depois de explorar todos esses temas e comemorar em grande estilo dez anos de existência, em 2012 o REcine vai se dedicar ao gênero cinematográfico mais popular de todos os tempos: a comédia.

Nos primeiros tempos do cinema houve de tudo, dramas, épicos, faroestes, romances, ficção científica, animações, aventuras, enfim, exatamente o que temos hoje, com exceção dos musicais, já que os filmes eram mudos. Mas nenhum destes conseguiu conquistar e atrair o público com tamanha eficiência como as comédias.

O primeiro filme cômico de que se tem notícia é “L’arroseur arrosé” (“O regador regado”), de 1896, dos irmãos Lumière, os franceses que inventaram o cinema. Entre 1896 e 1913, George Méliès, o ilusionista francês que foi um dos precursores da indústria cinematográfica, em seus mais de 550 filmes, inventava mundos fantásticos no estúdio que ele próprio construiu, o primeiro na Europa. O humor estava sempre presente naquelas pérolas da imaginação. Daí por diante, valiam a criatividade e a habilidade burlesca dos atores e a astúcia dos produtores e diretores para arrebatar as plateias e fazê-las gargalhar nas salas de projeção.

Ainda no tempo do cinema mudo, em vários países, surgiram comediantes que são considerados ícones, pioneiros da arte do humor nas telas. Entre os mais famosos estão Max Linder na França; Ernst Lubitsch na Alemanha; Andre Deed ou Cretinetti na Itália e também na França; Charles Chaplin, Buster Keaton, Harold Lloyd e Harry Langdon nos Estados Unidos; e tantos outros que tiveram muita fama naquelas primeiras décadas do século XX, mas acabaram caindo no esquecimento pelos mais diversos motivos. Mesmo com poucos recursos técnicos, realizaram obras-primas com truques e efeitos especiais cujos resultados hoje parecem extraordinários. Sem falar nos trejeitos, acrobacias e malabarismos que trouxeram do circo e do teatro de variedades.

Com o advento do som no cinema, os velhos comediantes perderam público e entraram no ostracismo, pois não conseguiram se adaptar ao novo padrão. Logo apareceriam talentos como Jacques Tati, Bob Hope, Totó, Cantinflas, Lucille Ball, Jerry Lewis etc. Alguns deles souberam aproveitar muito bem seu carisma em programas de televisão, no decorrer das décadas de 50, 60 e 70, o que ajudou muito a prolongar suas carreiras já decadentes na tela grande.

O Brasil não ficou para trás nesta história. Os nossos Oscarito, Mazzaropi, Grande Otelo, Dercy Gonçalves, Ankito, Zezé Macedo, só para citar alguns, levaram milhões de pessoas aos cinemas e, com o relançamento de seus filmes em DVD, ainda encantam as novas gerações com sua graça e irreverência. Nosso país sempre foi pródigo em humoristas, e as bilheterias são prova incontestável disso, especialmente entre os anos 1930 e 1950, auge das comédias musicais produzidas pela Cinédia e Atlântida, que muito colaboraram para sustentar a frágil indústria cinematográfica brasileira. O humor ingênuo e popular das chanchadas carnavalescas, que conheceu seu ápice em meados da década de 50, serviu de inspiração para muitos programas de televisão e ainda hoje influencia o cinema brasileiro pós-retomada.

O humor pode ser pastelão, negro, sutil, escrachado, ingênuo, refinado. De uma coisa podemos ter certeza: humor é coisa de cinema! E nunca sai de moda!
O REcine 2012 vai homenagear os reis da comédia no cinema, trazendo para a Mostra Informativa de filmes, além dos clássicos do gênero, raridades de outros países e mostrando que humor é coisa séria, uma arte de talentos excepcionais e inúmeros fãs. De Jerry Lewis a Jacques Tati, de Carlos Manga a Ingmar Bergman, não há fronteiras nem preconceitos contra o riso!


RECINE 2012 – 11º Festival Internacional de Cinema de Arquivo
Humor no cinema
De 10 a 14 de dezembro, no Arquivo Nacional
Praça da República, 173 – Centro – Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2179-1273 e 2220-9800
E-mails: recine@arquivonacional.gov.br e recine.rio@gmail.com
Entrada franca

 

 

 


 
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